ELA NÃO!
Hoje vou falar deste termo que deixou de ser apenas um pronome e passou a possível diagnóstico em minha vida. Assim, volto a falar em primeira pessoa. A partir de agora. Me posiciono. Nua. Nem pronome. NEM DIAGNÓSTICO. ELA, pela força da fé, passará a ser, muito em breve, algo distante e desconhecido. Fora do convívio. Longe das possibilidades reais cotidianas. Então, que assim se faça. Assumo a primeira pessoa. Porque EU não consigo lidar com ELA sendo falada por ela. Hoje também resolvi escrever relato. De algo que senti. Da conversa que tive. Das lágrimas expostas. Da angústia mascarada, mesmo sem máscara. Hoje ele me contou que chorou por não conseguir lavar uma panela que tinha grudado arroz no fundo. As mãos já resistem em fazer movimentos comuns. Eu chorei junto com ele. Chorando, ele me contou que está percebendo as pernas ficando um pouco mais finas. Chorei junto com ele. Dá pra perceber. Mas só porque conheço bem seu corpo. Cada cantinho. Escondi a angústia. Tirei ...