Roda mundo, roda moinho
Ela não sabe exatamente o que fazer. Anda meio perdida entre Personare, agendas de reuniões, fofocas e posições políticas. Os trânsitos astrológicos a lembraram pra não tomar nenhuma decisão. Mas como viver ser tomar decisões? Todos os dias? A cada minuto? Ela tem estado sem ar. Não apenas simbólico. É na pele mesmo. Quando caminha pela rua de máscara pra Covid, ela tem sentido falta de ar. Mesmo quando não está de máscara. Além da máscara da Covid. Seu peito aperta. Ela anda. Falta ar. Peito apertado. Ela anda. Só-somente-sozinha como é. Ela não está conseguindo dar conta de tantas dores. As dela. As dele. As do mundo. A angústia está tomando conta de modo excepcional dela. Ela perguntou a ele sobre o resultado do exame neurológico que fez. O resultado falado por ele quase a fez despencar de vez. Talvez se não estivesse já deitada no sofá, tivesse mesmo despencado. O indicativo do exame aponta para uma doença degenerativa, sem cura e com tempo determinado de vida. Ela se segurou. Espe...