Há!
Como encontrar força, se quanto mais eu busco, mais me perco de mim mesma?
Não exito, sob nenhuma hipótese, em pedir ajuda. Seja a quem for. Se precisar, peço.
Agora, pela manhã, Tavo começou a falar comigo sobre uma consulta que tem marcada com neuro do plano de saúde, na próxima quarta. Óbvio que quero ir com ele. Óbvio que quero estar perto de todas as formas. Ele ir sozinho? Jamais! Tem mania feia de não fazer perguntas. De esquecer coisas ditas pelo médico.
Sugeri que a gente consulte Claudinha pra acompanha-lo na consulta. Ele rejeitou de imediato. Disse que prefere que eu esteja com ele. Também prefiro. Mas ainda estou com os curativos da cirurgia. Seria de bom grado poder conversar com ele e Claudinha depois da consulta. Minha angústia talvez ficasse menos dolorida. Mas ele não quer. Ainda vou voltar a esse assunto. Com toda cautela do universo. Ele precisa estar ciente de que não enfrentaremos essa batalha sozinhos. Precisamos de muitas mãos junto às nossas.
Como vou conseguir dar conta dele e de mim ao mesmo tempo? Como? Se Deus assim está fazendo, é porque ele sabe que suporto esse fardo. Cresci ouvindo isso me casa. Não há injustiça no reino divino. Há providência.
De tanta certeza na providência divina, a conversa não demorou a acontecer. Antes mesmo de terminar esse texto, ele veio falar comigo novamente. Ele chorou. Eu chorei. Tavo admitiu que não sabe pedir ajuda. Cresceu com vergonha de pedir ajuda. Continua tendo vergonha de pedir ajuda. Mas sabe que não está sozonho. Entende como seria importante ter a presença de Cladinha com a gente na consulta. Ter ela e Marcela de mãos dadas com a gente nessa longa jornada.
Há providência. Há divino. Há fé. Há esperança. Há vida! Lutemos de mãos dadas!
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